Segunda-feira, 24 de Maio de 2010
Domingo, 18 de Abril de 2010
Nostalgia da Infância

Hoje deu-me uma vontade doentia de voltar a escrever.
Tem sido uma semana complicada. São as preocupações com o futuro, a preocupação de escolher um curso, um objectivo para os próximos anos, o desgosto recente que tive, quando me roubaram uma esperança que, se calhar, nunca foi minha, as recaídas nas memórias do passado e a nostalgia de ter perdido algo que nunca foi meu.
Não faço ideia do que vou por em primeiro lugar nas opções de candidatura à faculdade. Não faço a mais pálida ideia. O que é que eu quero? Não sei. Quero alguma coisa, mas não sei o quê. Sinto-me angustiada por não ter nada em mente, agora que falta tão pouco tempo.
Recentemente, perdi a esperança de alcançar o único objectivo que tinha em mente. Sempre o tive em grande conta. Na verdade, continuo a ter. Estava disposta a arriscar, a tentar encontrar uma forma de ser feliz e de o fazer feliz, também. Mas ele está à espera da rapariga perfeita, da rapariga que o vai fazer ficar completamente apaixonado. A meu ver, ele tem uma visão um bocado infantil das coisas. Não há pessoas perfeitas e este tipo de paixões são típicas dos contos infantis. Ele não está à procura do amor, está à procura de uma obsessão. É normal que esteja a espera disso. Mas quando experimentar o amor obsessivo pela primeira vez, não vai querer voltar a sentir. E aí vai-me dar razão. O que ele precisa é de um “choque emocional”, que o faça mudar a maneira de pensar relativamente imatura. Não estou a tentar insulta-lo. Só acho que, em certos aspectos, ele precisa de amadurecer um pouco. E nada do que eu disser o pode fazer crescer. Ele vai ter que errar, seguindo a própria cabeça. Só assim vai mudar.
Mas eu também já experimentei o “amor obsessivo”. Ainda hoje, apenas com uma fotografia e uma música, tive uma ligeira recaída. Não o quero voltar a ver, não quero voltar a falar com ele. Mas tenho saudades daqueles tempos e às vezes apetece-me sentar-me num jardim com ele e conversar, sobre tudo o que aconteceu, porque é que aconteceu e porque é que as coisas mudaram. Tenho pena de sentir rancor por ele. Não é por mal, é inevitável. Foram os melhores anos que eu já tive. Ele nunca vai perceber, mas foi por causa dele que eu mudei, que eu hoje, sou assim.
Esta ultima situação que mencionei, provocou uma série de transformações em mim. De impulsiva passei a ser extremamente racional. Já não sou a pessoa incrivelmente sensível que era. Já não sou ingénua. Já não acredito no “para sempre” nem confio nas pessoas a 100%. Por outras palavras…acho que cresci.
Mas eu queria voltar a experimentar a sensação de ser como era antes. Queria voltar a fazer tudo o que me dava na cabeça, perder a cabeça sem pensar nas consequências, deixar-me levar pelos impulsos, e aproveitar a vida, como antes. Era ingénua e a ingenuidade tem um lado bom. As ilusões eram para mim a única verdade e eram elas que me davam força e esperança para seguir em frente. Não queria ter descoberto a Razão e a Verdade. Têm tanto de maravilhoso como de terrível. A partir do momento em que as descobrimos, os impulsos parecem-nos estúpidos e insensatos e não temos coragem de os seguir. É uma merda, a maturidade. “O mito é o nada que é tudo, que sem existir, nos bastou”. Sim, os mitos não existem, mas são tudo aquilo que nós precisamos para nos dar razões para viver. Sem os mitos/ilusões não há razões para viver. Porque é que vivemos em busca da felicidade se não vãos consegui-la plenamente? É uma procura sem sentido.
Queria voltar a ser o que era antes. Hoje, sou apenas uma mera sombra daquilo que já fui.
Ninguém disse que ia ser fácil. Mas também ninguém disse que ia ser tão difícil.
Tem sido uma semana complicada. São as preocupações com o futuro, a preocupação de escolher um curso, um objectivo para os próximos anos, o desgosto recente que tive, quando me roubaram uma esperança que, se calhar, nunca foi minha, as recaídas nas memórias do passado e a nostalgia de ter perdido algo que nunca foi meu.
Não faço ideia do que vou por em primeiro lugar nas opções de candidatura à faculdade. Não faço a mais pálida ideia. O que é que eu quero? Não sei. Quero alguma coisa, mas não sei o quê. Sinto-me angustiada por não ter nada em mente, agora que falta tão pouco tempo.
Recentemente, perdi a esperança de alcançar o único objectivo que tinha em mente. Sempre o tive em grande conta. Na verdade, continuo a ter. Estava disposta a arriscar, a tentar encontrar uma forma de ser feliz e de o fazer feliz, também. Mas ele está à espera da rapariga perfeita, da rapariga que o vai fazer ficar completamente apaixonado. A meu ver, ele tem uma visão um bocado infantil das coisas. Não há pessoas perfeitas e este tipo de paixões são típicas dos contos infantis. Ele não está à procura do amor, está à procura de uma obsessão. É normal que esteja a espera disso. Mas quando experimentar o amor obsessivo pela primeira vez, não vai querer voltar a sentir. E aí vai-me dar razão. O que ele precisa é de um “choque emocional”, que o faça mudar a maneira de pensar relativamente imatura. Não estou a tentar insulta-lo. Só acho que, em certos aspectos, ele precisa de amadurecer um pouco. E nada do que eu disser o pode fazer crescer. Ele vai ter que errar, seguindo a própria cabeça. Só assim vai mudar.
Mas eu também já experimentei o “amor obsessivo”. Ainda hoje, apenas com uma fotografia e uma música, tive uma ligeira recaída. Não o quero voltar a ver, não quero voltar a falar com ele. Mas tenho saudades daqueles tempos e às vezes apetece-me sentar-me num jardim com ele e conversar, sobre tudo o que aconteceu, porque é que aconteceu e porque é que as coisas mudaram. Tenho pena de sentir rancor por ele. Não é por mal, é inevitável. Foram os melhores anos que eu já tive. Ele nunca vai perceber, mas foi por causa dele que eu mudei, que eu hoje, sou assim.
Esta ultima situação que mencionei, provocou uma série de transformações em mim. De impulsiva passei a ser extremamente racional. Já não sou a pessoa incrivelmente sensível que era. Já não sou ingénua. Já não acredito no “para sempre” nem confio nas pessoas a 100%. Por outras palavras…acho que cresci.
Mas eu queria voltar a experimentar a sensação de ser como era antes. Queria voltar a fazer tudo o que me dava na cabeça, perder a cabeça sem pensar nas consequências, deixar-me levar pelos impulsos, e aproveitar a vida, como antes. Era ingénua e a ingenuidade tem um lado bom. As ilusões eram para mim a única verdade e eram elas que me davam força e esperança para seguir em frente. Não queria ter descoberto a Razão e a Verdade. Têm tanto de maravilhoso como de terrível. A partir do momento em que as descobrimos, os impulsos parecem-nos estúpidos e insensatos e não temos coragem de os seguir. É uma merda, a maturidade. “O mito é o nada que é tudo, que sem existir, nos bastou”. Sim, os mitos não existem, mas são tudo aquilo que nós precisamos para nos dar razões para viver. Sem os mitos/ilusões não há razões para viver. Porque é que vivemos em busca da felicidade se não vãos consegui-la plenamente? É uma procura sem sentido.
Queria voltar a ser o que era antes. Hoje, sou apenas uma mera sombra daquilo que já fui.
Ninguém disse que ia ser fácil. Mas também ninguém disse que ia ser tão difícil.
Quinta-feira, 9 de Abril de 2009
Imagino...

Ah, pensamentos. Imagino um novo mundo, comandado pelo sentimento mais profundo, o amor. Imagino-te ao meu lado, imagino que tenho de novo essa voz, que assombra o meu passado. Imagino o som da guitarra que tantas vezes me consolou, que a melodia daquela noite nunca me deixou. Imagino a noite perfeita, envolvida no teu abraço a ouvir novamente aquela música que me fazia sentir que não era imperfeita. Imagino que sou aquilo que tu sempre quiseste, aquilo que te completa. Imagino que sou a única pessoa para ti, imagino que me recompensas por aquilo que sofri. Imagino que o teu pensamento nunca me abandonou, imagino que me agradeces por ser a única que alguma vez te amou. Imagino que não queres mais ninguém, que me dizes que sou perfeita, que me fazes sentir que sou alguém. Imagino que só queres estar comigo, como eu sempre quis estar contigo. Imagino um mundo onde apenas nós poderíamos viver, um mundo onde jamais poderia voltar a sofrer. Imagino o teu sorriso, os teus olhos escuros de que eu tanto preciso. E imagino, imagino, imagino… Privada do prazer total, ainda me é permitido imaginar, afinal apenas na minha mente existe o “meu lugar”. Imagino que gostas de mim. Imagino que precisas de mim. Imagino que sou a pessoa com quem queres estar até ao fim. Ah… quem me dera ser aquilo que imagino.
Domingo, 22 de Março de 2009
Quinta-feira, 22 de Janeiro de 2009
O Primeiro Amor

É fácil saber se um amor é o primeiro amor ou não. Se admite que possa ser o primeiro, é porque não é, o primeiro amor só pode parecer o último amor. É o único amor, o máximo amor, o irrepetível e incrível e antes morrer que ter outro amor. Não há outro amor. O primeiro amor ocupa o amor todo.Nunca percebi bem por que razão começou. Apenas começou. E acabou mal só porque acabou. Todos os dias parecia estar a começar porque as coisas corriam bem, e o coração andava alto. E todos os dias parecia que ia acabar porque as coisas corriam mal e o coração andava em baixo.
O primeiro amor deu-me demasiadas alegrias, mais do que a alma foi concebida para suportar.
Foi por isso que doeu: porque parecia que ia acabar de repente. E o primeiro amor dói sempre demais, sempre muito mais do que aguenta e encaixa o peito humano, porque a todo o momento se sente que acabou de acabar de repente.
O primeiro amor não deixou de parte um único bocadinho de mim. Ficava toda ocupada. O primeiro amor ocupou tudo. Foi inobservável. É difícil sequer reflectir sobre ele. O primeiro amor levou-me tudo e não me deixou nada.
Diz-se que não há amor como o primeiro e é verdade. É o único que estraga o coração e que o deixa estragado.E os nomes dos nossos primeiros amores? Os nomes doem. Parecem minúsculos milagres.
O meu primeiro amor não se limitou a poupar a disposição sentimental para os amores seguintes: quis esgotá-la…
O primeiro amor foi uma chapada, um sacudir das raízes adormecidas dos cabelos, uma voragem que me comeu as entranhas. Atirei-me de cabeça ao meu primeiro amor sem pensar onde ia cair ou de onde saltei. Saltei e caí.
O primeiro amor foi uma chapada, um sacudir das raízes adormecidas dos cabelos, uma voragem que me comeu as entranhas. Atirei-me de cabeça ao meu primeiro amor sem pensar onde ia cair ou de onde saltei. Saltei e caí.
Como acontece em todas as tragédias, o primeiro amor sofre-se principalmente por não continuar. Depois do primeiro amor, morre-se. Quando se renasce há uma ressaca. É um misto de «Livra! Ainda bem que já acabou!» e de «Mas o que é isto? Para onde é que foi?».
É por isso que o primeiro amor fica com a metade mais selvagem e inocente de nós. Seguimos caminho, para outros amores, mais suaves e civilizados, menos exigentes e mais compreensivos. Será por isso que o primeiro amor nunca é o único? Que lindo seria se fosse mesmo. Só para que não houvesse outro.
Mas é por ser insustentável e irrepetível que o primeiro amor não se esquece. Parece impossível porque foi. Não deu nada do que se quis. Não levou a parte nenhuma. O primeiro amor deveria ser o primeiro e esquecer-se, mas toda a gente sabe, durante o primeiro amor ou depois, que é sempre o último.
(Adaptado "O Primeiro Amor")
Etiquetas:
o primeiro amor adaptado
Segunda-feira, 5 de Janeiro de 2009
Ele e Ela

Foi numa manha cinzenta, quando os seus olhares se cruzaram… a partir daquele momentos, eles souberam que estariam juntos…Conversas de madrugada, palavras de conforto, de carinho… aquele gesto significativo… misteriosamente, algo uniu aquele espírito rebelde, com aquela alma inocente.
Assumiram o seu amor… eram o par perfeito.. nada mais importava para eles quando estavam juntos. Perdiam-se no olhar um do outro, onde encontravam um mundo só deles… onde se refugiavam, onde fugiam da tristeza, e se escondiam do sofrimento…Ele amava-a. Sempre a amara. Quando olhava para ela, sentia-se vivo… Sentia a vida invadi-lo como nunca o sentira antes… Só queria estar com ela…abraça-la para sempre…E ela…ela amava-o também. Sentia-se segura no abraço dele… encontrou-se nos olhos daquele rapaz, e conheceu a felicidade no seu sorriso…Passaram-se meses de felicidade… aquelas tardes, rindo sobre a relva do parque… as noites de concertos, abraçados a ouvir aquela musica especial… o toque das suas mãos na sala de cinema…o carinho em cada gesto…Tudo era perfeito. Ele tinha-a, e ela a ele…e de nada mais precisavam para serem felizes…
Então, numa quente tarde de verão, aconteceu… tinha chegado o momento. Pela primeira vez, os seus corpos uniram-se num só, e tudo o que acontecia à volta deles, foi esquecido… Era só ele e ela no universo… atingindo o auge do amor…Mais felizes que nunca, combinaram encontrar-se no dia seguinte no parque, para festejarem o primeiro ano de namoro… e despediram-se. Despediram-se com um longo beijo, desejando que ele durasse mais que a eternidade…
No dia seguinte, ela estava à espera dele no banco do parque…naquele banco, onde se tinham beijado pela primeira vez…Ela esperou…esperou… mas ele não apareceu.Desiludida, voltou para casa…
Estava sentada na sua cama, quase a entrar em desespero, quando ouviu o toque de mensagem do seu telemóvel… ansiosa, correu para ele, e leu a mensagem..
Levantou os olhos para a foto na sua cómoda… lentamente, deixou-se cair no chão, de joelhos… não conseguiu impedir as lágrimas…Abraçou com força aquele peluche… aquele peluche que aquela pessoa tão especial lhe tinha oferecido… aquela pessoa que tinha desaparecido…para sempre…
Aquele fatídico acidente destruiu toda a sua felicidade…acabou com uma vida, e matou uma alma…Hoje, por detrás de uns óculos escuros, os seus olhos choram, e lamentam por um amor destruído pela perda, que ela não irá esquecer…nunca.
Saudades

Saudades. Sinto Algo Único Dilacerar-me a Alma Destruindo Este Sentimento.
Quantas vezes repeti esta palavra? Centenas. Milhares. É horrível, uma dor que supera a dor física mais insuportável. As lágrimas não a suportavam. Os gritos não a diminuíam. Destruía o que restava do meu espírito, da minha alma. Continuava a sentir-te aqui, a sentir-te em mim. Os meus olhos continuavam a ver os teus, os meus ouvidos continuavam a ouvir a tua voz, e as minhas mãos a sentir as tuas. Á noite aquelas musicas continuavam a soar na minha mente. Quando tudo acalmava, quando achava que ia conseguir superar aquilo tudo, chegava uma mensagem tua.
Continuavas aqui dentro, como um cancro que consome um corpo debilitado, até ao ultimo momento, levando-o à morte.
Como cancro cumpriste a tua função. Mataste-me
Como dor cumpriste a tua função. Destruíste-me o espírito, a alma.
E assim, obrigado. Sem corpo, sem espírito, sem alma. Deixei de te sentir. Já não sinto nada.
Continuavas aqui dentro, como um cancro que consome um corpo debilitado, até ao ultimo momento, levando-o à morte.
Como cancro cumpriste a tua função. Mataste-me
Como dor cumpriste a tua função. Destruíste-me o espírito, a alma.
E assim, obrigado. Sem corpo, sem espírito, sem alma. Deixei de te sentir. Já não sinto nada.
Subscrever:
Mensagens (Atom)
